quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

“Diversidade das Raças Humanas” X Quando o preconceito é mascarado

Ontem[13/02/17] fui convidada por uma Instituição X para realizar uma palestra com o tema: “Diversidade das Raças Humanas”. 

A Instituição realiza sempre seminários com profissionais de áreas diversas, mas não possui cunho ou defesas religiosas. Simplesmente são adeptos do amor ao próximo e tem como trabalho desenvolvido a realização de palestras ecumênicas para a comunidade. É uma Instituição aberta e muito ética a qualquer forma de crença, por isso mesmo não há intervenções das direções nos temas solicitados que são escolhidos pela comunidade (povo) com base no que eles veem ou vivenciam em redes digitais, informacionais e sociais.

Pois bem, considerando os relatos das polêmicas de redes e desconexões desumanas de criaturas diversas, mas em específico, quanto às apologias ao ódio, inclusive, em alto nível de pessoas ditas religiosas [até de carteirinha], o meu desafio foi responder as questões discutidas em um público enorme e diverso de duas comunidades.

Seguindo a solicitação das comunidades utilizei a referência: “livro dos espíritos” cujo objetivo foi  intercalar as discussões solicitadas com um outro palestrante que utilizou como referência: a "Bíblia Sagrada".

Realizamos a palestra em trinta minutos e tivemos mais trinta para responder as perguntas realizadas pelas comunidades e profissionais convidados à bancada. Dentre as perguntas realizadas para discussões duas delas quase me fez pensar em desistir da humanidade....

Pergunta de um participante que definirei de “Sujeito Y”: -“Professora, o que a senhora acha dos gays e lésbicas? Sem preconceito, mas ninguém aguenta mais. Essas criaturas estão demais.”

Resp: Os homossexuais, mulher ou homem no sexo concebido (nascido),conforme aprendemos socialmente continuam sendo criaturas humanas e filhos de Deus. Não há diferença ao meu ver. Comprovadamente são concebidos como “uma obra perfeita do criador”, já afirma o livro dos espíritos. A outra questão é: O que eu acho deles? São carinhos@s, perfumad@s, inteligentes e ótim@s amig@s. Não posso afirmar que estão demais, mas, sem dúvida, eles são lindos e eu os adoro!

2- “A senhora está defendendo a opção deles?”

Resp: A orientação deles deve ser respeitada. Qual é a dificuldade em não respeitá-los?

Resposta do“Sujeito Y”: A senhora é casada e mãe, não é? Imagine um homem deitado na cama com outro homem e uma mulher na cama com outra mulher? Não sou preconceituoso, mas não aceito que um homem use o ânus para tal coisa e as mulheres que usam aquelas coisa lá, pelo amor de Deus! Não, não aceito isso. Isso é doença e aberração.

[Silêncio e espanto de alguns e aplausos de alguns adeptos de pensamento]

Respirando fundo respondi: Senhor Y, sou casada e mãe, mas isso não muda em nada minhas concepções sobre as diversidades humanas, pelo contrário, ser mãe e esposa me ajuda a enxergar além dos meus olhos físicos. Que por sinal são imperfeitos. Mas, vamos lá, as referências apontadas em nossa discussão não afirmam nenhum tipo de doença, patologias enfermas que reporte a aberração quanto a gêneros. Mas, gostaria que o senhor respondesse uma pergunta, se for possível, claro: 

-Se à sua indignação está pelo fator “do que acontece na cama”, gostaria de saber se a forma de amor entre quatro ou mais paredes é de costume seu publicar. Se sim, o senhor publicaria se pratica sexo anal, oral, sanduíche, tribal, etc, ou se usa brinquedos (fetiches) com a sua digníssima esposa? 

Sr. Y: "Essas coisas a gente que é homem, de verdade, não fala pra ninguém de jeito nenhum".

Continuei....  Correto Sr.Y. 

Então analisemos a situação.... Se o Sr. pratica, mas  não publica, provavelmente é porque ambos se satisfazem e é problema de foro íntimo de vossos senhores, ou o senhor afirma que a escolha da prática é uma doença e aberração que precisa ser abolida? Será, senhor Y, que realmente interessa a sociedade o que acontece entre os gêneros em suas formas de amar se fazemos parte dessas “diversidades das raças humanas”? Ou será que o nosso preconceito e rótulo, ao que desconhecemos do próximo, é o que de pior temos dentro de nós?

[Não entendi, mas houve um momento de silêncio e nenhuma resposta foi dada ao "problema"...] Assim como tiveram rostinhos que sorriam e um público(mesa e demais)que aplaudiam de pé...

Palestra cooperativamente finalizada... 


Referência



domingo, 25 de dezembro de 2016

Uma vida, a despedida e a lição do liame¹

Durante minha vida escutei muito essa frase popular: “Enquanto existir vida há esperança”. Pois bem, esse poste não é o dos mais agradáveis, pois em minha experiência de vida nunca o planejei, mas como sempre me sinto melhor escrevendo me deleito já que me faz bem.

Tem muitos ano (desde a minha infância) que meu pai foi diagnosticado com chagas no coração, e  tem uns dois anos que também foi diagnosticado com câncer de próstata. Nesse período de dor carnal(segundo relato do mesmo) em que ele vem passando, muitas coisas foram  surgindo e descobertas de nossas vidas foram se desvelando. Durante esses longos anos nunca sentamos para conversar ( pai é uma palavra que só conheci enquanto substantivo comum, embora a presença física estivesse presente na mesma casa). Já dizia, em meio ao trabalho na cozinha de um bar, a minha mãe: “não podemos mudar o rumo da vida, mas a gente pode dar o que tem. Não guarde ódio, ame!”

Compreendi, após muita rejeição ao longo da vida, que podemos fazer muitas coisas diferentes do que pensamos ou desejamos na juventude.  Reconheço que é muito difícil demonstrar carinho ou afeto de qualquer dimensão àquele que nunca deu, mas quando aprendemos e reconhecemos  situações da vida que vai além do que os olhos veem  e da dimensão que atingimos na pureza do que temos de melhor dentro de nós, compreendemos o que caracteriza um perispírito[2]. É assim que analiso o desejo do que poderia ter sido e não foi, pois vai além do ser amada, se sentir, ou não.  É uma relação que intercambia o invólucro fluídico alicerçado ao liame ( relação espiritual que vai além do que os olhos são capazes de enxergar).

A lição do liame em meu vínculo de vida com esse homem, me fez atingir a maturidade de perdoá-lo. A sua prisão é particular, única, intransferível e não me cabe.  Como ele falou em sua despedida recente, em um ato sã, momentâneo, inesperado: “ Minha filha, me perdoe por tudo que eu fiz pra você.  Você me perdoa? Você é minha filha, minha única menina,viu. Eu quero seguir em paz, me ajude! Não deixe que me leve a um hospital, eu quero morrer em minha cama”...(Soluçando de dor , as lágrimas rolaram em seu rosto e parou definitivamente de falar). 

Sei que a despedida dele, nesta vida, está em seu estágio final, na verdade, a condição vital é mínima, e como diagnosticada, aguardamos a decisão divina para que o liame seja rompido.

Quanto a mim?....Sim, eu o perdoei. Aliás, não tinha o que perdoar, eu já havia perdoado há muito tempo. Decidi, quando me tornei mãe, que eu não merecia guardar, nem levar nada comigo do que passou. Porque para amar  precisamos está limpo em essência, e o lar que construir foi o meu alicerce para desconstruir e reconstruir dimensões do que é um amor de verdade. Aprendi em minha relação familiar que, não podemos exigir do outro o que não compreendem, não aprenderam ou não desejam aprender. Esse é um mundo imenso, intenso e muito pessoal.

Aprendi nessa imensidão de sentimentos fortes e travados que foi a minha vida no interior, que não vale depositar ou esperançar amor demais a quem não nos reconhece, nem nos fortalece com o que temos de melhor. A vida segue e temos que aprender a lidar, nos defender e fortalecer frente as formas de violências as quais a cultura machista alicerçou socialmente.

O que me fortaleceu foi a gratidão àquelas que ainda mantenho como mães. Sim, tenho várias mães e essa é uma revelação que não falava. Na infância sentia a dor de não ter a minha mãe biológica presente em minha vida, na adolescência não tínhamos diálogo, apenas cobrança do que eu teria que me tornar( casar virgem, ser uma boa esposa e dona de casa). Era o que ela tinha aprendido na vida, o que cobrar? Como encontrar culpados?

O que eu posso afirmar é que, entre tantas mulheres que passaram em minha vida, recebi amor de dez lindas e de corações enormes que sempre me protegeram da infância a adolescência, entre elas: Tico, Nusa, Cleide, Binha, Dal, Ana, Nita, Romé, Lene e Zefinha.  Todas, do seu jeito, me ensinaram o quanto é bom brincar, ser alegre, feliz e quão contagiante a vida pode ser se colocarmos amor nas pequenas coisas. Tenho um pouco de cada uma delas comigo. Essas mulheres, em suas simplicidades, me ensinaram que valia a pena viver e que toda dor que passamos na vida precisa ser revertida em alegria:

Tico(Maria José/ prima)- Tinha mania de lavar pratos e reclamar se a pia estava lotada (uma paranoia). Sempre escondia de minha mãe o que eu aprontava na rebeldia, era muito protetora e carinhosa. Ríamos o tempo todo. Aprendi a gargalhar!

Nusa(Vanusa/prima)- A criatividade dos pratos diários e a afetividade era o seu marco. Quando eu chorava, ela chorava. Era como uma irmã, assistia filmes comigo, era romântica e falava muito que o amor ajudava a gente ser melhor. Sempre tinha algo pra mudar no almoço e aquele colo protetor. Me levava e buscava na escola e ai de quem mexesse comigo. O pau cantava!

Cleide(Jozicleide)- Essa tinha mania  de lavar copos. Era proibido deixar copo sujo na pia. Tomou água, lave, enxugue e guarde. Era muito vaidosa, usava saltos, saias e shorts curtos e adorava batom vermelho. Como me ensinava sobre vaidade? Se vamos à praça você não pode ir com esse bico tamanho do mundo porque a sua mãe está trabalhando e não pode ficar com você. Vamos lá! Precisa usar brilho com sabor de morango nos lábios, usar sombra e colocar meias quando usar saias ou vestidos para não ficar resfriada. Pra que colocar brilho, tia? Para tirar fotos e sair bonita nos jornais. Essa me ensinou a vaidade. Sempre tinha algo para colocar no meu cabelo, braço, pescoço.  Com ela eu me sentia uma árvore de Natal, mas era divertido.

Binha(Umberlina/vizinha)- Era uma mãezona e protetora, me ensinou a maquiar, cuidava do meu cabelo, contava histórias e levava ao dentista. Alegrava o dia chato me levando para passear no clube e nas festas de aniversário, assistia aos filmes infantis, me levou a primeira vez ao cinema, enxugava as minhas lágrimas e dava colo quando tudo era dor.


Dal(Matilde/vizinha-professora)- Era uma mãe super prendada, carinhosa, fazia crochê, bordado e me ensinava, assim como as tarefas da escola(matemática, estudos sociais e ciências). Me enchia de roupas de crochê: saias, blusas, vestidos, tiaras de cabelo, pompom e fantasias no carnaval. Me arrumava aos sábados, na folga de Nita, me enfeitava com peças de crochê, me fazia de modelo, me ensinava a dançar, passeava aos sábados e levava a missa aos domingos, beijava, abraçava e paparicava muito. Eu amava ser mimada por ela.

Ana/ Aninha(Valéria-enfermeira)- Cuidava de mim com muito amor, mimava, protegia, colocava para dormir quando ninguém mais conseguia, inventava histórias e me fazia sentir-se uma princesa. Arrumava meus cabelos(diversos modelos), maquiava e assim como Dal me vestia com roupas diversas de crochê. Quando eu ficava doente com as crises(dificuldade respiratória ou anemia forte) ela me acompanhava no hospital, passava noites em claro, alimentava e me fazia sorrir e sentir-se amada com seus abraços e beijos. Foi uma mãe presente nos momentos que eu mais precisei e acompanhou o meu desabrochar da infância a adolescência. Não me abandonou nem depois que casou, e após 20 anos de meu casamento nos reencontramos e a intensidade do amor permanece.  Ana, minha mãezinha Aninha, continua doce e amável.

Nita(Albanita-Itamaracá-diarista do Bar)- super prendada, cozinheira de frutos do  mar, companheira, amável  e romântica. Ficava comigo de terça a sexta. Dividia com Nusa a ida e vinda da escola, brincava no parque do clube comigo, me levava à praia para pegar siri(quando era permitido) e  toda terça-feira presenteava a família com marisco, camarão e siri ao molho de coco. Prometeu me mostrar o teatro Fazenda Nova e cumpriu. Assistia filmes infantis comigo, adorava novelas, chorava com os finais dos filmes e das novelas comigo, também me enchia de guloseimas e ainda cuidava da casa. Mas sempre pedia a minha ajuda na limpeza. Sua frase: "Sujou princesa? Limpe!" .

Romé(Romelita/ In memoriam/professora de Língua Portuguesa)- minha primeira professora, me alfabetizou, estimulou o prazer da leitura e interpretação antes de ir à Escola. Me ensinava as tarefas de Português, Teatro e Arte. Sempre muito paciente, carinhosa, amorosa, mas muito exigente. Era perfeccionista. O Caderno tinha que ser organizado, limpos, livros de tarefas e de histórias(contos, poesias, poemas, crônicas) sem orelhinhas e sem marcação de texto. Escrever uma palavra errada era a morte! Até hoje mantenho o perfeccionismo na escrita das palavras. A mania de corrigir palavras foi concebida(haaaa).Me acompanhou, em casa, até o 6º ano(antiga 5ª série). Se não fosse ela, não teria conhecido o prazer de ler os romances de Sabrina(kkkk), tão pouco teria uma carteirinha na biblioteca da cidadezinha. Era canceriana, sensível e muito romântica. Puro amor! Continuou presente em minha vida  até a minha formação no magistério. Acompanhou em minha primeira experiência em escola privada e orientou como fazer um plano de aula para concorrer a vaga profissional. Continuou em minha vida até à sua morte.

Lene(Edilene- RJ-diarista e garçonete do Bar)- super protetora, mãezona e conselheira. Ensinou tudo que eu desconhecia, como falava: "ser mulher, no mundo de machistas e homens cruéis". Foi mãe aos 13  e trabalhava desde os 10 como garçonete e diarista. A conheci quando ela tinha 18, era uma guerreira, sempre me contava suas histórias de vida, como tinha chegado naquele interior e porque a família a chamava de revolucionária. Tem uma frase dela que nunca esqueci:"minha menina, quando eu não puder estar mais com você seja mulher, reaja a qualquer mal que vierem te fazer, promete?"(Nunca esqueço esse pedido). Ela me ensinou que o primeiro amor é meu e que tinha que lutar para ser diferente. Orientou que prazer nasce com a gente e que não é pecado sentir, mas que precisamos ser donas de nosso corpo e da mente[ me fez escrever isso para não esquecer] e quando casou me fez pegar o diário e ler os conselhos que me deu.

Zefinha(Severina/Biu-Goiana/-doméstica)- Chegou para tentar aliviar a dor que eu sentir com a saída de Lene. Ela casou e eu queria ter ido com ela. Biu, foi mais uma substituta, eu nunca sabia com quem iria ficar novamente. Achei que podia decidir e disse para minha mãe que não queria mais ninguém comigo(Lene era a 6º a se casar e me deixar), logo, aprontei com Biu para que desistisse de mim. Na primeira semana eu não comi quase nada, fiz xixi na cama(aos 8) e desorganizei tudo que ela arrumou para mim. Mas quando a vi chorar e dizer que ia embora, pedi perdão, me senti mal, lembrei de Lene, beijei os pés dela, abracei e nos apaixonamos. Confessei pra minha mãe o que eu tinha aprontado e,mesmo sabendo que eu estava toda errada, Tia Biu, me defendeu. Era uma senhora muito protetora, cuidadosa, amável e tinha uma filha surda. Ela passou a ser uma conselheira, mãezona, ciumenta e cuidadosa com tudo. Sempre me tratava com muito amor e enchia o meu quarto de coração de papel e ursos, e após 1 ano de convivência, ela trouxe a filha dela(uma adolescente/ Nilda ) para me fazer companhia nas brincadeiras e festas de aniversário. Quando eu tinha 11 anos ela, viúva, resolveu casar também e teve que mudar de cidade. Mais uma vez fiquei sozinha.

Na adolescência, quando eu menos esperava, a mãe de minhas melhores amigas da infância decide me carregar para suas vidas e dar todo o amor que ela dizia:"você merece!". Tia Marinhia...

Marinhia(Maria do Bomdespacho[A escrita é assim mesmo])- Era uma protetora e mãe de duas lindas amigas(Íris[In memoriam/2016] e Nancy). Era ela quem acompanhava nas festas culturais diversas na cidade. Inclusive quem organizava muitas. Como eu, e as filhas, éramos três adolescentes descobrindo tudo, ela acompanhava  os nossos passos e cuidava com carinho das três. Além de Vó Biu ( a quem arreguei carinho e muito amor). Eu era o pacotinho que ela por amar, segurava com muito cuidado e devolvia a cada evento que me levava. Foi ela e as minhas amigas que organizaram os doces e salgados do meu casamento,assim como me ajudaram a confeccionar as lembrancinhas( tudo feito com muito amor). Foi com elas que fui escolher o vestido de casamento, convites, local do acontecimento, etc.  Nosso contato permanece até a atualidade. 

Logo, não posso agradecê-lo apenas pela contribuição do esperma, mas pela oportunidade de poder aprender com todas essas mulheres que passaram em minha vida[ da infância a adolescência] e mesmo na dor de todas as ausências e situações doloridas ocorridas,  aprendi que a vida é um trem repleto de idas e vindas. Nem sempre podemos escolher o melhor e mais sofisticado vagão, mas nos resta à inteligência para olhar a melhor paisagem do lado de dentro do trem.

#Sou daquelas que morre agradecendo....Até tempo ruim....

Obrigada! De nada!

Resumo: A criança que é conduzida no amor conhecerá os espinhos, as flores e a beleza das rosas reestruturando novos percursos.




[1] Liame-  vínculo,referência ao ato de estar preso.
[2]  Perispírito - invólucro fluídico que liga o espírito ao corpo. É o invólucro que serve de intermediário entre corpo e espírito.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Enxergar com o cérebro


(Google imagem, 2016)
Na atualidade, grande parte das aproximações ou simpatias são dotadas de interesses, as relações “amigáveis” ou de “companheirismos diversos” se estabelecem à meras casualidades, portanto, são abortados antes a germinação, ou, em raros casos, quando começam a germinar evitando, assim, possíveis frutos.

Assim percebemos a frieza, a arrogância de indivíduos que, mesmo numa dimensão compreensível de conhecimento mais humanizado conduz a vida sobre as sombras das relações efêmeras. Como afirmou Jack Welch: "A distância entre autoconfiança e arrogância é quase imperceptível”.

Sou fã, simplesmente apaixonada, por pessoas humanizadas que assume diante de qualquer contexto o que é de verdade, que não usa máscaras e consegue equilíbrio para administrar o que pode ser imperceptível, o que sente, e sabe cultivar as boas sementes.

Eu amo ser quem sou. Tenho um orgulho imenso de minhas raízes que sempre buscam fazer o bem sem interessar a quem. Sim, eu sou amável e não tenho vergonha de assumir esse sentimento em meio a tantos: faz de conta da vida real.

Amo e acho saudável poder sentir o pulsar e vibrar das emoções que adrenalina minha condição de ser humano, que não teme a semente do bem que germina, que não se envergonha do sentimento e de declarar sem pudor.

Não me prendo, simplesmente, me permito amar, querer, flutuar, sentir, e às vezes, quem sabe, sonhar.

Amo e essa essência faz despertar a cada amanhecer de minha vida terrena sorrisos e alegria de existir, mesmo em meio as turbulências e inevitáveis decepções da arrogância alheia.

A minha vibração será sempre a vida em equilíbrio, ao que é belo, cativante, e o que compreendo o que me conduz a sempre recomeçar, criar, co-criar, reviver e reinventar.

Nossa vida é curta demais para apegos desnecessários e holofotes descompensados revestidos de inteligências. Por isso prefiro o pensamento vivo da Cecília Sfalsin, porque sabe enxergar devidamente com o cérebro:

A gente pensa que tem vida longa, e não, não temos, tudo acontece em uma fração de segundos, e nem sempre temos tempo pra dizer e fazer tanta coisa que a gente não disse, que a gente não fez. Ame, perdoe, viva, agradeça, e não perca um só minuto com aquilo que não te faça florescer por dentro, não se alimente daquilo que não faz bem ao seu coração, não se prenda ao ódio, a falta de perdão, ao rancor, mas se queira bem, e faça o bem também. Desta vida, nada se leva, e o que fica são as sementes do que a gente plantou sendo geradas no coração de quem a gente muito amou e muito valorizou.


O cérebro interpreta as imagens/informações vindas da retina e as decodifica, ou você é ponto de equilíbrio ou o perde aleatoriamente.

Quando tomarmos a consciência que enxergarmos com o cérebro, embora, muitos não o usem devidamente, compreenderemos o que fazemos ao outro.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Minha filha-irmã- “Se eu morrer antes de você, faça-me um favor”


No dia 23 de agosto de 2014, perdi o meu pai. Não preciso mencionar a dor sentida porque não há definição para esse sentimento. A falta de ar, a dor forte e fina no cardíaco e o desejo que tudo isso não passasse de um sonho, enquanto eu e nossa mãe entrávamos no voo com destino a São Paulo.
Junho é o mês de nosso aniversário e de reencontros dos que amamos. Há 2 anos ele leu esse texto para mim e falou: “minha filha-irmã”, “se eu morrer antes de você, faça-me um favor” e adaptou com o que desejava.
Eu, parecia uma escrivã, anotava toda loucura e sorriamos. Mas no fim do discurso ele falou: “prometa que nunca esquecerá esse dia 23 de junho em que tivemos o prazer de dançar e nos divertir, lembre-se de mim com a mesma alegria de sempre. Você fará isso por mim?”.  
Com os olhos lagrimejados de emoção e sem levar muito a sério, falei: Ah, criatura! Deixa de falar bobagem e vamos comemorar o nosso aniversário. Vamos dançar e pensamento positivo, chega de lamúria!
Enfim... O texto é tão lindo que toca profundamente a alma.
“Se eu morrer antes de você, faça-me um favor.
Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe.
 
Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito ouça e acrescente sua versão.
Se me elogiarem demais, corrija o exagero.
 
Se me criticarem demais, defenda-me.

Você me conhece como ninguém, não esconda nada do que fui.

Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam.
 
Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom, amigo
e fui o seu pai.
Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo.
Faça com que percebam o absurdo da comparação, chame a atenção deles.
Se sentir saudade e quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver.
 
E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim,
tenha coragem de falar e revele o que sai do seu coração:
- Foi o meu pai, meu irmão e meu amigo. Acreditou em mim, me apoiou e lutou para que eu me sentisse amada. Me quis mais perto de Deus!
Aí, então derrame uma lágrima.
 
Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal.
Meu querido cunhado, meus sobrinhos e amigos farão isso no meu lugar. 
E, vendo-me bem substituído,
ficarei em outro mundo mais tranquilo sabendo que terá alguém a cuidar de você como merece.
Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele. 
E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus,
o amor de pai que sempre te dei e daria mil vezes, minha princesa, o carinho a amizade que neste mundo Ele nos preparou. Quero te agradecer pelo amor que também recebi, porque graças a esse amor eu aprendi a caminhar e assumir quem sou, sem culpas, medos e tantos preconceitos que sofremos.  Eu acredito em outras vidas, mesmo sem precisar ir a templos religiosos. Nossa religião permanece sendo a do amor.
Por último peço que você ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito. 
Meu amor por você é a melhor riqueza que tenho e faz sentido porque traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura o seu começo. 
Embora eu morra de medo da morte espero que, quando ela chegar, atravesse rapidamente na minha vida terrena. Acho que doerá menos e conhecerei o que chamam de céu, quem sabe, né?
Saiba que eu
não vou estranhar o céu. Porque ser seu pai-irmão, amigo e cúmplices de tantos momentos da vida, já é um pedaço dele! “
“Te amo, minha amada filha-irmã!”



(Texto de Chico Xavier adaptado por Antônio Alves, com a nossa experiência de vida )

Salve, 23/06/2014.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Identificação

Exatamente assim....

Já fui criança, menina, adolescente e precocemente me tornei mulher. Passei anos presa a uma educação internalizada que embrulhava.... Mas....

A maior prisão que podemos ter na vida é aquela quando a gente descobre que estamos sendo não aquilo que somos, mas o que o outro gostaria que fôssemos. 
Geralmente quando a gente começa a viver muito em torno do que o outro gostaria que a gente fosse, é que a gente tá muito mais preocupado com o que o outro acha sobre nós, do que necessariamente nós sabemos sobre nós mesmos.
O que me seduz em Jesus é quando eu descubro que n'Ele havia uma capacidade imensa de olhar dentro dos olhos e fazer que aquele que era olhado reconhecer-se plenamente e olhar-se com sinceridade.

Durante muito tempo eu fiquei preocupado[ preocupada] com o que os outros achavam ao meu respeito. Mas hoje, o que os outros acham de mim muito pouco me importa [a não ser que sejam pessoas que me amam], porque a minha salvação não depende do que os outros acham de mim, mas do que Deus sabe ao meu respeito.

(Padre Fábio de Melo)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Vivenciar Práticas sem Apegos, é Discernimento.

Vivenciar a prática ao adquirir a teoria, nada tem a ver com decepção a Codificação Espírita. Possa ser que tenha a ver, com a conduta e escolha de cada indivíduo se portar, no meio espírita. E por quê? Esperamos sempre mais consciência e equilíbrio daqueles que conhecem, ou dos que dizem estar antenados a espíritos mais superiores. Também daqueles que, estão mais envolvidos com os trabalhos espirituais para o Cristo e, não para pessoas. Analisemos o discernimento do locutor neste vídeo:

A chamada do vídeo para quem não faz uma leitura interpretativa coerente, já é uma forma de julgamentos sobre aquelas pessoas com super ou extremas opiniões formadas.  Ops! Pergunta que não quer calar: desde quando espíritos superiores condenam opiniões formadas?

Nos escritos da codificação (pesquisa de Kardec) o objetivo foi conduzir seres reflexivos, conscientes e de total uso da razão em suas ações, para alcançar, um dia, longo ou curto prazo de reencarnações, a provável e estimada "perfeição". Tanto é, que, em toda a codificação é lícita: “Kardec afirmou que, se um dia a ciência provar que o espiritismo está errado, devemos ficar com a ciência”. Em outras palavras: Quando não souber caminhar, decidamos pela ciência. 

O que seria da doutrina espírita sem a ciência e a filosofia já que, não é UMA religião, mas religião? E, por que é religião?  Porque estuda a reforma intima.  

*Notas para reflexão:

#Espíritas ou simpatizantes: não estamos condenando o codificador quando mencionamos tamanha vulnerabilidade ao afirmamos que, não podemos ter opiniões formadas? 
As Concepções formadas, devemos aos estudos científicos.
O que seria de um pesquisador sem suas inferências nas pesquisas? Kardec não foi diferente, inclusive foi cético. Através da compreensão e comprovações nas análises com os estudos dos espíritos foi possível afirmar e reafirmar que, nenhum histórico dos fenômenos espirituais, transcrito originalmente em Francês, nas pesquisas realizadas por Kardec e, publicados em periódicos científicos impõe ou aliena ninguém. Pelo contrário, são históricos de pesquisas com leituras que fluem. 

Portanto, vale a pena interpretar e usar a razão em cada menção, quando se pensar uma pesquisa. Principalmente, se refletirmos a teoria socrática: "ironia e maiêutica", traduzida por Sócrates: "não se deixe alienar! Pergunte! Busque! Pesquise! Estude!” Enfim, somos aprendizes!!

Tenhamos a consciência que, quando mencionamos absurdos generalizados como: " Aos leitores com opiniões formadas", "Aos acadêmicos e pesquisadores" ...Condenamos, por tamanha ignorância, toda uma doutrina que tem base em pesquisas. 

Afinal, como se dar um corpo de voluntariado, se não pela condição de amor, bondade ao que faz e, seus requisitos intelectuais se, assim for, pertinente, para ajudar o  próximo? 

Reconhecer palavras impróprias que apontam e julgam os "irmãos" que pensam o mesmo fim, também é engolir o orgulho, a soberba, a ingratidão.

Um dos incômodos, mais frequentes, na Doutrina Espírita?

O uso de nomes de espíritos celestes, benevolentes, superiores (mentores espirituais onde não existe). É mais sério do que possamos imaginar. Em todas as leituras que realizei em Kardec, é claro e lícita a sua seriedade, pois, nunca brincou em suas pesquisas. Pelo contrário, como pedagogo crítico era questionador e visto por desconfianças a cada 
análise

Nunca permitiu inferência que não fosse reflexiva n constatada. Portanto, é imaturo brincar com o científico quando o mesmo é embasado em todo um arcabouço filosófico. Kardec dispensa o conhecimento do senso comum e parte do filosófico para o cientifico, somente  
após as conclusões analisadas ele aferiu o conhecimento religioso.   

Se não somos capazes de lidar com o conhecimento comprovado, paremos de usar nomes de espíritos onde não tem e comecemos a ouvir e internalizar melhor nossas aprendizagens. Temos dois hemisférios neurológicos que convergem e divergem.
 

Vamos aprender a (des) alienar?

É por esses questionamentos trazidos na codificação espírita que, muitas situações nos trazem reflexões inadiáveis algumas delas:

1-Quantas pessoas voluntárias em Instituições Religiosas diversas sofrem decepções com condutas de supostos colegas que, juram está em seus terreiros domésticos? 

2- Quantos tratam e julgam, irracionalmente, como se tivessem em seus convívios diários, com entes familiares que não se suportam? 

3-Outros estão tão donos dos locais, que se sentem tão loucamente empossados do ambiente que, conseguem usar soberbas trabalhistas cotidianas? 

4-Criaturas de Deus? Sim. Mas que não mudam suas mentes em nenhum ambiente. Minha doce e sutil conclusão é que são iguais em todos os lugares e que, só mudam a intensidade do veneno. Uns usam máscaras firmes e outros afrouxam. E, tem aqueles que a máscara tão firme que, parece real.  E, para que servem as máscaras? Alguns usam para impor algo sem se quer, ter a noção equilibrada que, são meros voluntários em comum tentando quebrar as máscaras impregnadas. 

Que o poder, em todas as circunstâncias da vida, ganha força já sabemos.  Só que, em se tratando da queda da irracionalidade aprendamos, será sempre maior ou pior. Quem tem uma base, não deve declinar-se no orgulho. 

Refletindo Paulo de Tarso: [...]
"Tudo me é lícito". Mas, tudo me convém? 

Atitudes de amor que prevaleça o bom senso são uma das formas do uso da razão do ser humano, e não precisa ser Espírita para isso. Basta o bom senso: 
“não farei com o outro, o que não gosto que me façam". Sentem o impacto?

4- Quando muitos não conseguem fazer essa triste e sombria relação, tratam os voluntários com dois pesos e duas medidas. Analisemos a contradição: não deveria ser de igual valor? 

O tratamento mal educado e como se fossem seus subalternos. Eu, particularmente, consigo ate pensar um estilo. E tipo- estilo pátria amada superior terrena: "eu mando", "eu decido", "eu posso", "eu quero e tem que ser assim". 

Cadê o amor? E, o diálogo? Desde quando cabrestos foram aceitos? Em que década estamos? Reflitamos um pouco mais! 

Continuemos o diálogo caloroso...

Penso sempre que, não devemos internalizar ações adversas de criaturas que buscam nas suas imperfeições, machucar o outro com grosserias, e julgamentos vãos, tão pouco com as línguas felinas de acusações e palavras sem fundamentosTerríveis chacotas e bumerangues! 

Os bumerangues servem para mostrar que tudo que vai, volta com a mesma intensidade. Mas como diria as leis de Newton: "tudo depende da intensidade". Como alvo de apontamentos e julgamentos.

Na dimensão da vida aprendemos que nem sempre o arremesso bate como possam desejar. Pois, atitudes disseminadas nesses níveis dizem respeito à ausência de caráter.
Toda culpa de pessoas com péssimas condições de caráter apontam impiedosamente, para algo sobrenatural. Nunca me convencerão! Aprendi de onde vim que, situações geradoras de mal-estar aqueles que fazem e pensam no bem, é coisa de gente que não presta e não tem o que fazer. Bumerangues! E, na pior das hipóteses não conseguem enxergar o mal que irradiam em suas prepotências de caráter. 

Conclusão sem medo de errar: 
Nada tem a ver com as ações espirituais. 

Base científica:
 
Leis de Newton é uma expressão designada às três leis que possibilitam e constituem a base primária para compreensão dos comportamentos estático e dinâmico dos corpos materiais, em escalas que seja celeste, quer seja terrestre. As três leis foram formuladas pelo físico inglês Isaac Newton, ainda, no século XVII e encontram-se primariamente publicadas em seu livro: “Philosophiae Naturalis Principia Mathematica”.

Pensando analogias....

Para adoçar o mecanismo da dita imperfeição, faço uma analogia ao SPC e SERASA. A lógica me diz que os órgãos foram pensados para serem visitados por alguém. Em algum momento alguém visita, mas não deve fazer dele uma morada eterna. Concordam? Tudo pode acontecer aos diversos fatores da vida, no entanto, a grande diferença das ações humanas corresponde aos tipos de máscaras que se possam usar. 
Sabe aquela que convém? É por aí.  Como diria Jessié Quirino: A dita "política de beco estreito".

Analisemos as relações...

Cada um busca para si o que lhes convém. Tudo é uma questão de escolha. Não nos cabe apontar, pois, decepções acontecem e faz parte da vida embora saibamos que só absorvermos, aquilo que quisermos. 

Quem não sofre impacto? Decepção? 

Espírita nenhum é
 onisciente, onipresente e onipotente. O que serve também para as ditas religiões (todas respeitáveis). 


Busca-se na Doutrina Espírita crer no DEUS de AMOR, devido às confirmações de espíritos de maior escala evolutiva. Bom, pelo menos é isso que consta nas confirmações das Análises de Kardec com os espíritos. E, como bem relaciona o locutor  no vídeo: "O Caminho é individual". 

Pesquisa realizada online...O que encontrei?

Análise em redes virtuais sobre "curtir", "não curtir", comentários ao ego(natural a todos, mas sempre tem um QI (Quem indica ou é líder da maldade. E, sendo "quase deuses" aliena os demais) a começar pela justificativa: "exibicionismo", "destaques", etc e tal (Aff! Cansa a lista)...

Detalhe claro a qualquer navegante com base primária da doutrina dos espíritos: 

A ignorância, a falta de respeito e ética, a não amorosidade e carinho a conduta de um aprendiz na terra, são chocalhadas em redes digitais. E, sabem como conseguem esse façanha?  As ações frequentes são rebuscadas, incontidas, disseminadas e tombadas de disciplina espiritual ( nível de evolução do espírito). O "não curtir" e o "não comentar", deve ser amortecido. 
Onde está Deus? Paremos! Onde está a lógica de tantas imbelicilidades, forjadas no virtual? Cadê a base? Onde estão os livros da codificação? Ah! Lemos? Sim, mas para interpretar precisa de algo mais... Em qual nível de evolução nos leva tudo isso?

Analisem as categorias dissimuladas que conseguir analisar em redes:  

Pausa1
Respirando...   #chiliquevirtual!      #nãovamoscurtir   
#Proibidocurtir. #Proibidocomentar....  #Vaiaumentaroorgulhodoespírito.

É muita viagem em nome de situações que, não condiz com a busca do conhecimento espiritual.   #PELOAMORDEDEUS!         #VAMOSACORDAR!

Vamos as hipóteses! As mais absurdas, confiram! 

1-Qual é o foco da questão? 
Quem consegue algo após muita luta na vida ou sem luta alguma ( alguns conseguem) deve está humilhando quem não conquistou. Condena-o! 

Como sentem-se para incentivar tamanho absurdo? 
Sinto-me humilhado! 

Resumo virtual da ópera online:  
 #‎crisedonãoconquistei,     ‪#‎diplomaéfoco...

2-Qual é o pior de todos os chiliques virtuais? 

É quando profanam: "Kardec nunca usou dos seus títulos para isso, ou aquilo. Foi humilde!"

Aprendamos! Todo pesquisador tem uma vida acadêmica e mesmo que ele não saia falando, o currículo dele vai junto. Portanto, Kardec, foi proferido em todas as citações, como um profissional titular academico em suas diversidades diplomaticas,sim. Apenas foi humilde e relutante a tudo que era exposiçao. Pois, construiu e disseminou saberes. Quer uma prova? Pegue todos os seus escritos e confira aqui.

Pronto! vamos acabar com "mimimi" de superioridade ou inferioridade?

Vamos buscar conhecer e ponto final! 

Vamos acabar com perseguições mentais a quem busca vencer na vida. Isso não é espiritual, nem de Deus. Se na época Kardec não se apresentasse como um pesquisador na área pedagógica não teria reconhecimento tão pouco credibilidade a Doutrina Espírita na geração atual.

Paremos de encher a cabeça de jovens no processo inicial e de carreira profissional. Todos têm o direito de buscar suas habilidades e competências na vida. Encontrar as suas afinidades e relações terrenas. Faz parte da evolução! Hoje, são iniciantes na vida e amanhã terão que arcar com responsabilidades adversas.

Alguém já deixou de olhar o próprio umbigo ou sonho ou pensaram: E, se ficarem frustrados?     Quem pagará? Já se deram conta do que alicerçarmos na vida do próximo? Saindo da teoria, isso sim, é falta de caridade, humildade e amor ao próximo. 

Sabe o que é falta de Humildade? É se sentir melhor do que o outro. Humilhar e blasfemar em nome de uma pseudointelectualidade, pseudoDeus, pseudoEspiritoMentor, isso quando não são os donos de Jesus, Maria Santíssima e o Deus Vivo na internet.  

Finalizando e recordando a aprendizagem doutrinária...

Se não fossem as inferências de Kardec enquanto prática pedagógica que pensou instrumentos de coletas e utilizou numa época obscura, nenhum dos seus escritos teriam a força na prática mediúnica atual. Principalmente, nas referências para a codificação do Espiritismo em diversos países e, em especial no Brasil, que tem uma efervescência religiosa peculiar. 

Aprendo sempre que, devemos dar para Deus coisas boas, portanto, penso que ELE não se preocupa em qual tapete sentamos ou cremos. Isso é um problema individual de cada um. Temos as nossas escolhas e respondemos por elas. 
Como está o teu coração e a tua consciência? É a essa questão que devemos nos vigiar.

Aprendi no caminhar da vida que, eu não sendo espírito perfeito, não tenho o direito de cobrar perfeição de ninguém. Sabe a diferença? A diferença está no que podemos compactuar. 

Análises virtuais...

SER ou não SER ESPÍRITA não é, nem nunca será, o ápice da salvação do espírito, se as ações continuam na hipocrisia. 

Aprendamos que cada ser tem uma conduta particular da mesma forma que aprende e ensina diferentemente. E nada tem relação com a religião a qual se professe, com parentescos, grade curricular terrena, espírito que baixe ou toque para subir, que tem dom de línguas como muitos creem sem questionar ou questionam, ou até mesmo sem língua alguma ou como diacho alguém possa crer.

As pesquisas de Kardec são claras e só foram reconhecidas, e tem um peso, sendo muito mais significativa, na atualidade, do que em épocas passadas, devido a busca intelectual nas defesas de pesquisas pelo estudioso que foi: "um influente educador, autor e tradutor francês. Poliglota (alemão, inglês, italiano, espanhol, holandês) e Pedagogo"(Menção em todas as suas publicações, em especial, nos periódicos científicos que deram toda a direção espiritual reconhecida nos dias atuais).

Quando se fala em crescimento intelectual e conquistas acadêmicas ou profissionais, sendo espírita? O que muitos interpretam? 

Metidos! Orgulhosos!Não precisava postar isso, aquilo... Querem aparecer! etc e tal... 

Pensando a ironia ou loucura percebida:
 

Aiiiiiiiiiiiii que dor! Perdoai! A ignorância não permite ver qual ou quais as razões...
#oremosaodeusOvário!          #suportemos a dor!         Amém!! ...

É preciso muito neurônio para driblar tantas loucuras em rede...

Qual é a base do #chilique virtual? 

Incômodo congestionado em alta dimensão por quem nada faz, e nada produz e, o pior, se incomoda com quem conquista.

Pausa 2.  .#Chiliquevirtual   +  #Robôemrede!       Muita Atenção!!

O que questionamentos, pesquisas, formador de opinião, tem a ver com ser ou não ser humilde? São robôs? Raciocinemos!!...

Se assim for, então, me respondam como Kardec foi reconhecido cientificamente? 

KARDEC continua sendo o real modelo como formador de opinião do século. Se não fosse, o livro dos Espíritos e dos médiuns seriam uma verdadeira, enganação. Portanto, vamos começar a medir o que estamos alimentando diariamente em redes e se não for possível compreender, recorram a um Psicólogo ou a um Psicanalista! 
 Eu não sou, nem tenho dicas para esse nível...

Minha orientação?

Analisem as leituras da Doutrina Espírita. Todos os postulados nos orientam a sermos conscientes, alienação nunca foi o seu foco. Adorar e "curvar-se" só a DEUS! Isso é lícito a todos os Espíritos.

Precisamos parar com essa hipocrisia de que ter humildade é não estudar. Não existe progresso sem estudos. Podemos escolher o que quisermos, mas isso não nos dar o direito de apontar e julgar o outro nas aferições maliciosas ou desagradáveis.  

Particularmente, não acredito em glorificações religiosas. Nem no "Deus" cruel que profana seu próprio povo e o condena ao fogo do inferno, tão pouco, que usa a bondade de um "filho" para mostrar poderes de mãos alicerçadas de sangue, fúria, miséria e sofrimentos de todas as formas. 

Eu creio no DEUS justo e de amor, sem distinção de raça ou credo. Creio no Deus, que por uso de sua formação terrena, nos atribuiu um corpo dotado de funcionalidades e, portanto, dotado de livre-arbítrio.

O famoso "NATAL" nos propõe a arte amar e se pararmos para internalizar todos os dias deveria ser NATAL! Aprendemos por conveniências a sermos bons, justos, amáveis e supostamente equilibrados, em um único dia no ano. Exatamente!!! Conseguimos essa nobre façanha com diversidades de máscaras. 

Para alguns, até fixa um bom efeito. Até por que a atmosfera muda. E, lógico tem que ser considerado porque psicologicamente propõe que, alguém se transforme.

O que penso? Loucura de inferiores numa busca desesperadora de uma "perfeição" para chegar a um Deus. Valei-me, senhor!

Qual é a minha opinião as decepções “religiosas”?

Se vale à pena deixar de ser Espírita ou torna-se Espírita pelo fato de ter mil empecilhos por prática de quem, ainda, está lento no processo de aprendizagem terrena, não me cabe opinar por ninguém. Cada um senta onde deseja. 

Se na engrenagem da evolução da vida e, não interessa como, nem onde começou, sempre vale a pena o final. No processo de formação religiosa aprendemos que devemos fazer o bem, sem olhar a quem e que, para tal, não precisa de uma religião ou diversas religiões salvadoras da vida individual de Ninguém. A escolha e conduta é totalmente pessoal.

Opinar em quê? Para quê? Por que devemos nos apegar a causas se julgamos não ter nobreza alguma?

Não se pode servir a dois senhores, justamente, pelo fato das crenças religiosas afirmarem e reafirmarem a existência de um ÚNICO DEUS. Se ELE é aclamado como um Espírito de AMOR MAIOR, penso que tá valendo. Não interessa onde.

Minha percepção da vida ao longo da caminhada terrena?

Não ser amada por quem quer que seja não é o problema, muito embora, não seja agradável. Triste mesmo seria não ter o Amor de Deus. O resto é caldo de cana e traçamos diariamente, com os gostos amargos da vida cotidiana.

Eu sou o que eu quiser ser, mas sem discernimento, nada serei.